Ouça: Watch How You Go - Keane
Acordei. Cinco e cinquenta três da manhã, sexta feira de um mês qualquer, uma capital inconstante e teus abraços ao redor da minha cintura. Nem sabes, mas fiquei ali, por uns bons minutos lhe encarando, vendo o cenho que franzia conforme os sonhos mudavam. Queria ficar até que seu sono se esgotasse, só pra perguntar o que é que te incomodava tanto enquanto dormias. Ao invés disso, desvencilhei-me dos teus braços e segui em direção ao banheiro.
*Esse texto é uma versão alternativa de "Fugitivo", publicado por Eduardo Giovanni, no blog Contos avulsos. Para ler a versão original, clique aqui.
*"A falta que nos move" é título de um filme brasileiro. Para mais informações, clique aqui.
Acordei. Cinco e cinquenta três da manhã, sexta feira de um mês qualquer, uma capital inconstante e teus abraços ao redor da minha cintura. Nem sabes, mas fiquei ali, por uns bons minutos lhe encarando, vendo o cenho que franzia conforme os sonhos mudavam. Queria ficar até que seu sono se esgotasse, só pra perguntar o que é que te incomodava tanto enquanto dormias. Ao invés disso, desvencilhei-me dos teus braços e segui em direção ao banheiro.
Sem que me desse conta, tu me encaravas com olhos nublados, perdidos. De modo que, quando, sem nada dizer, me
tomaste com um abraço, logo achei estranho. Pousaste a cabeça em meu ombro e
permanecera ali, por algum tempo. Quis lhe perguntar o que havia acontecido,
talvez fosse só um sonho ruim. Você sabe, eu estava ali.