quinta-feira, 9 de julho de 2026
sexta-feira, 5 de dezembro de 2025
a quebra da maldição.
fui aprender a ser grande ontem: controlar as emoções frente às memórias me prega peças demais. a cada volta nas quadras percebo o quanto permaneço romântica, apesar de ter endurecido em um momento ou outro.
repasso na cabeça as coisas que eles não entenderiam. o ciclo de 9 anos que se encerra agora me fez outra. mais polida. uma criança grande, mas segura. os cabelos curtos, pintados. uma felicidade boba. uma fé inabalável em deuses que não podem ser explicados. e eu queria explicar, principalmente aos amores antigos que orbitam. penso se eles gostariam do que eu sou hoje, mesmo que não faça sentido e que essa validação já não sirva de muito. o meu desejo hoje é grande e ocupa espaço, mesmo que de formas diferentes. os 30 batem à porta e eu percebo que foram 9 anos pra virar borboleta e desfazer tudo que eu sabia. ao mesmo tempo, ali aos 21, eu era grande. ousada, diria. unhas, dentes, uma coragem. tudo que se transforma em doçura. menos medo ou reatividade. penso demais, mas tento não perder as noites de sono. 9 anos de lagarta e eu não tenho pra quem contar. a Ariel que perdeu a voz em boa parte dos 9 anos quebrou a maldição e canta de novo. eu sei de muitas coisas agora, eu tenho menos títulos e menos horas de protocolo, mas um coração mais macio e leve. sou outra. que bom.
terça-feira, 11 de novembro de 2025
Inominável
não há espaço para nostalgia, mas a memória insiste em me encontrar nas madrugadas em que a ansiedade visita. não houve declaração, além das acusatórias e odiosas. penso sempre que poderia ter sido melhor ou mais ácida quando te era merecido. mas não. nada.
